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Non-Binary Coded Games: o que testamos no evento

  • Foto do escritor: Fliperama de Rua
    Fliperama de Rua
  • 13 de jul.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 16 de jul.

Em comemoração ao Dia da Não-Binariedade, surgiu uma iniciativa realmente muito interessante para a cena de jogos independentes feitos por pessoas de dentro do espectro.


Hoje começa o Non-Binary Coded Games, evento que reúne desenvolvedores não-binários de todo o mundo. O Fliperama de Rua se inscreveu para a cobertura da iniciativa e trazer um pouquinho do que testamos para vocês. Vamos lá?


Micromega — COVEN

Imagem: Micromega
Imagem: Micromega

Análise por: Max Fernandes


Micromega foi um jogo que me interessou rapidamente. Nele, você controla o cenário e precisa guiar uma simples bolinha de um ponto ao outro da tela, movendo guindastes, ventosas e trampolins ou girando partes inteiras do cenário.


O jogo é totalmente monocromático e usa disso para acessibilidade, tornando os marcadores visuais de objetos interativos amarelas – quando é possível mover naquela posição – e vermelhas – quando não é. Isso auxilia a visão do jogador muito bem.


Além dos puzzles serem inventivos e diferentes, me atraiu muito a qualidade da arte. Feita à mão pelo artista do estúdio, Mani, ela parece única e, ao mesmo tempo, com muito personalidade para um jogo de puzzle tão simples. Só não entendi como resgatar os bichinhos no cenário…


Confira o jogo aqui!


Outclaw —Moss Monkey

Imagem: Outclaw
Imagem: Outclaw

Análise por: Max Fernandes


Controle um gatinho no espaço e comande várias sombras enquanto enfrenta desafios de puzzle.


É um plataforma bem competente, mas a demonstração não me vendeu tão bem o jogo. Outclaw é visualmente muito interessante quando o assuntp é direção de arte, mas os cenários e modelos 3D ainda me parecem inacabados e pouco lapidados. O jogo também parece lento e pesado. Senti muita falta de um pulo duplo em alguns momentos da demo. 


Porém, não é de todo ruim. Os puzzles são bons e comandar as sombras é divertido, o jogo exala carisma e boas ideias. Estou curioso pela versão final.


Confira o jogo aqui!


Soulblaze — Cosmic Mocca

Imagem: Soulblaze
Imagem: Soulblaze

Análise por: Senhor Genérico


Jogo de monstrinhos – gênero esse que uma certa empresa japonesa tentou colocar patente em certas mecânicas –, só que com dados. MUITOS DADOS.


Soulblaze é um jogo de turno bem competente e simpático, com um design de bichos muito fofo, ao mesmo tempo que tem mecânicas bem interessantes e únicas para o gênero tão marcado pelo seu principal título. Pode ser meio avassalador pela quantidade de sistemas integrados e com rolagens e ferramentas que envolvem os resultados disso, mas não precisei de muito tempo pra sacar qual é a dele.


É carisma, mecânicas interessantes e bichinhos fofos, não tem muito erro.


Confira o jogo aqui!


Night Errand — Lost Lantern Studio

Imagem: Night Errand
Imagem: Night Errand

Análise por: Allana Emilia


A premissa de Night Errand é simples: você estará dividido entre cuidar de um café e se envolver em casos criminais.


A cidade tem todo tipo de personagens, desde furries a sobrenaturais, o que a meu ver já é um aspecto positivo que diferencia um pouco de outras ambientações cyberpunk. A dinâmica bipartida de estar no café e montar os drinks enquanto pensa na investigação se opõe à forma como você lida com o caso.


Apesar do sistema point-and-click não ser exatamente o que eu gosto de jogar, me envolvi bastante com os personagens, cujas interações são bastante diferentes: as sessões de gameplay com a garota são mais voltadas pra uma visão factual dos eventos, enquanto o parceiro costuma ser mais romântico e livresco. Certamente irei jogar quando sair o 1.0


Confira o jogo aqui!


Capy Castaway — Kitten Cup Studio

Imagem: Capy Castaway
Imagem: Capy Castaway

Análise por: Allana Emilia


Em Capy Castaway, uma capivarinha simpática e sua amiga corvinha foram vítimas de uma enchente e agora buscam voltar para casa num ambiente lotado de adversidades!


Achei a demo muito curtinha, e me perdi bastante no que precisava fazer. A ausência de propósito em equilibrar coisas na cabeça da capivara – que eu supus que seria uma dinâmica de limpar o ambiente do lixo – não funcionou direito, o que me incomodou um pouco, já que gosto bastante de jogos de limpar.


No entanto, também ficarei no aguardo do jogo, já que a dinâmica do corvinho foi muito legal. a quest do bouquet me deixou com um quentinho no coração é bem parecido com A Short Hike. Isso me anima para a versão final do jogo. 


Confira o jogo aqui!


The Unlife of Gorlak — LandsharkRAWR

Imagem: The Unlife of Gorlak
Imagem: The Unlife of Gorlak

Análise por: Allana Emilia


Controle o vilão, uma criatura que acabou de voltar dos mortos pronto para desafiar novamente seu arquiinimigo, o virtuoso herói. Esse é The Life of Gorlak!


Amei o jogo! definitivamente uma recomendação pra quem gosta de aventura com um toque de RPG. Infelizmente, tive dificuldades de controle no Steam Deck (minha plataforma de jogar mais eficiente), o que atrapalhou um pouco o prazer de jogar.


Os diálogos são interessantes, e a mecânica de exploração foi a minha favorita. Pena que ganhamos pouco dinheiro como recompensa pelas atividades, mas recomendo bastante, excelente experiência para uma pessoa que sentia falta de jogos mais simples com base em RPG. 


Confira o jogo aqui!


Gas Station Story — enzi

Imagem: Gas Station Story
Imagem: Gas Station Story

Análise por: Max Fernandes


Esse jogo recebemos de maneira completa, mas joguei apenas os primeiros dias dele para escrever essas primeiras impressões. Facilmente um dos melhores da mostra, o jogo tem toda uma atmosfera cyberpunk de interior que me levou diretamente ao já clássico cult Norco.


No jogo, você administra uma loja de conveniências num posto de gasolina, tendo que basicamente dar conta da caixa registradora enquanto também mantém as prateleiras abastecidas.


Além dos gráficos de Game Boy do jogo (o que o torna único perto dos outros jogos de “administrar um negócio enquanto acontecem situações de horror”), a tensão também se desenvolve de maneira muito satisfatória. Em algum momento vou terminá-lo, realmente me pareceu muito interessante.


Confira o jogo aqui!


Bombing!! 2: A Graffiti Paradise — Devon Wiersma

Imagem: Bombing!! 2: A Graffiti Paradise
Imagem: Bombing!! 2: A Graffiti Paradise

Análise por: Max Fernandes


Como o nome diz, Bombing!! 2 é um jogo de... Grafite! Conhecendo como o Fliperifa estrutura toda a sua identidade visual, imagino que entendam por que não deixamos esse jogo passar! Recebemos as chaves para os dois Bombing!!, mas prefiro falar especificamente sobre o segundo, tendo em vista que o primeiro realmente parece só uma tech demo e um ensaio do que Paradise vai ser.


Embora simples, o jogo oferece uma liberdade enorme para explorar livremente seus ambientes e pintar a cidade inteira. Ele também traz uma variedade digna de uma iniciativa que se propõe a simular grafite pra valer, com diferenças nos bicos, escadas para pintar em alturas maiores e alguns exemplos feitos por desenvolvedores ou a comunidade para se basear nas suas próprias criações!


Confira o jogo aqui!


Devil's Liminal — Studio Interlude

Imagem: Devil's Liminal
Imagem: Devil's Liminal

Análise por: Luiza Breitenbach


Devil's Liminal ilustra o Arizona como ninguém o ilustrara antes. Nessa narrativa, não acompanhamos Lester Moore e nem outra figura do Velho Oeste; acompanhamos Margo, uma jovem com seus dilemas, caminhos, escolhas e problemas. E o melhor, não são simples problemas que geralmente chegam assim que você sai do ensino médio. O buraco é mais embaixo. É sobrenatural. 


É um ótimo jogo indie de horror! Os gráficos, com a música que me lembra muito um post-punk soviético, criam a atmosfera perfeita da monotonia que os primeiros dias da garota na cidade possuem. Depois, mesmo que a trilha sonora não mude muito, ela se encaixa nos acontecimentos quase que naturalmente. O sistema de escolhas é muito bom, principalmente quando você se apega nos outros personagens. Há trilhas de relacionamento a se seguir e fazer escolhas nunca me deixou tão ansioso, quanto nesse game. 


Os gráficos são lindos e bate aquela nostalgia boa! Recomendo demais para aqueles que gostam de performar um horrorzinho nichado. 


Confira o jogo aqui!





O evento tem vários jogos interessantes e acontecerá durante toda essa semana na Steam. Se quiser conferir o catálogo completo, é só clicar aqui!


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1 comentário


Mika
Mika
há 7 dias

Boa lista

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