Fliperama de Rua entrevista os desenvolvedores de "Churrasco: Tentando Cozinhar em Paz" no Festival Jogatório!
- Max Fernandes

- 24 de ago.
- 3 min de leitura
O Festival Jogatório finalmente passou e nós estivemos lá conversando com alguns dos desenvolvedores mais ilustres no evento. Talvez, nenhum desses chamou mais a atenção do que a turma da Invisible Studio, os desenvolvedores de "Churrasco: Tentando Cozinhar em Paz"!
Em Churrasco, você controla, em primeira pessoa, um personagem que precisa, basicamente, grelhar carne, linguiça, pão-de-alho, enfim, tudo que costumamos consumir no evento mais tradicional da família brasileira. No entanto, é muito fácil se ver interrompido por cada uma das personalidades presentes no ambiente, que precisam do churrasqueiro para absolutamente tudo, seja dar play na música, buscar cerveja e até tirar fotos.
É muito importante ressaltar a maneira com a qual o jogo esteve apresentado: todos os desenvolvedores usavam um avental com a logomarca do jogo. Na mesa, uma toalha laranja e uma espátula eram exibidas, e obviamente esse cuidado com a imagem do jogo refletiu no seu sucesso durante o festival. Com isso, tivemos a oportunidade de conversar um pouquinho com um dos desenvolvedores, Leonardo André Pedroso. Vem ver como foi a conversa?

ENTREVISTA:
Como é que tá a exposição do evento hoje? Tá curtindo?
Cara, muito bom, muita gente passando, muito feedback positivo, a galera tá curtindo bastante o jogo.
De onde que surgiu a ideia de um jogo especificamente sobre o churrasco?
Foi num papo descontraído na, na nossa universidade. A gente tava conversando sobre ideias de jogo, alguém falou sobre aquele jogo do Fireboy e Watergirl. Alguém falou "jogo de churrasco". E a ideia nasceu daí. E a inspiração é, né, churrasco brasileiro, que todo mundo já viveu.
Então a primeira coisa que vocês tiveram foi a ideia de desenvolver um jogo sobre churrasco sem nada de game design, e aí depois vocês vão desenvolver como o jogo funcionaria?
Sim, "como seria um jogo de churrasco?". E aí o jogo foi se moldando. A gente tá fazendo há um ano e meio, ele mudou várias vezes já de game design e hoje a gente chegou nessa resultado que a gente tá bem satisfeito.
A identidade visual de vocês é muito forte, né e vocês também tão fazendo muito esforço pra isso. A minha dúvida é: para vocês, essa ambientação é algo que contribui para chamar as pessoas e testar o jogo ou vocês fizeram como um "sabor" para a exposição?
A gente já apresentou em alguns eventos e jogos menos "marqueteáveis" que churrasco, e a gente aprendeu bastante com isso. Esse avental que a gente tá usando, de churrasqueiro, a ideia é chamar a atenção. A galera passa pra nós e fala: "Churrasco, ah, a galera do churrasco. Meu Deus, um jogo de churrasco. Tem churrasco aqui?". Então é nesse sentido mesmo, de chamar a atenção. A gente tem a espátula, deixamos a mesa toda laranja, tudo é bem pensado. E sobre o visual do jogo mesmo, tem muitas inspirações, mas a gente queria fazer cartoon que é pra todo mundo conseguisse se identificar, sabe? Até o cara full gamer, até a pessoa mais casual.
Você não acha que faltou a grelha?
Pois é, não deixaram pra levar a grelha aqui pra cima. Barraram.
Sério? Vocês trouxeram mesmo?
Não.
Ah, droga! (Risos)... Agora, só pra terminar: quando é que vocês vão licenciar o disco do Seu Jorge pra colocar na trilha sonora do jogo?
(Risos) Desde o início da concepção do jogo, a gente criou essa mecânica do rádio de CDs. A gente quer muito entrar em contato com outros desenvolvedores pra pegar a música deles e fazer CDs. (Também queremos contato) com bandas indies. E a primeira versão do jogo que a gente apresentou tinha Seu Jorge, então, assim, é uma vontade nossa e a gente vai analisar, tá? De verdade. A gente vai ver se é possível!




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