Festival Jogatório – Confira agora os favoritos da redação!


Nos dias 14 a 16 de agosto, aconteceu a quarta edição do Festival Jogatório. Também foi o terceiro ano que Max esteve no evento, ainda que trabalhando na organização como monitor. Foi difícil jogar videogame nesses três dias, sabe?
Porém, a redação teve acesso à maioria das builds disponíveis no evento, e nos organizamos para trazer para vocês uma seleção dos melhores jogos expostos durante a maior celebração de jogos independentes da América Latina! Vamos lá?
Final Flavor – Dragonroll Studio
Análise por Luã Trivellato.
Final Flavor me pareceu o que eu encontraria se o mangá Delicious in Dungeon fosse adaptado para um jogo com inspirações em Wizardry e nomenclatura de um outro JRPG famoso cuja sigla também é FF.
A demo vai direto ao ponto: 4 personagens, escolhemos 3 para explorar o calabouço. No entanto, para explorar, precisamos preencher um recurso chamado SP, que só é recuperado quando os personagens comem algo que eles mesmos cozinham. E assim se dá o loop da demo: saímos para explorar e lutar contra monstros. Cada ação durante as batalhas consomem SP, portanto fazendo seus personagens sentirem fome. Ao ser vitorioso os monstros te recompensam com ingredientes que por sua vez podem ser usados para cozinhar pratos que curam o SP e te permitem explorar mais.
O andar disponível na demo tem sempre o mesmo layout, com inimigos dispostos em locais fixos, podendo assim ser possível com a experiência traçar uma rota mais eficiente e com menos batalhas uma vez que o jogador estiver familiarizado com o local. Para mim, pessoalmente, a falta de batalhas aleatórias neste tipo de jogo é um alívio bem-vindo.
Eu senti que Final Flavor, diferente dos dungeon crawlers dos anos 80 e 90, respeita o tempo do jogador. Uma pena que a demo só me permitiu explorar um andar, pois assim que entendi como funciona, foi um processo bem rápido. Gostaria de sentir como seria explorar mais. Será que os desenvolvedores vão colocar itens em baús? Armadilhas? Batalhas contra chefes? Me peguei terminando a demo com um gostinho de quero mais. Estou ansioso pelos próximos anúncios da equipe!
Confira o jogo aqui!

Toada Brava – Asteristic e Mat Graz
Análise por Luã Trivellato
A primeira coisa que me chamou atenção em Toada Brava foi a beleza das animações e riqueza do cenário. Por vezes passa a sensação de um jogo flash extremamente bem feito, com animações fluidas e diversas.
Nosso protagonista Kako, o macaco, está preso numa penitenciária após tentar resgatar a mãe que foi presa injustamente por um aparente líder tirânico. Uma figura misteriosa começa uma confusão soltando os presos e desacordando os guardas (ou Beleguins, palavra nova pro meu vocabulário!), fazendo com que uma rebelião comece.
A exploração é simples, porém gratificante! Existem muitos NPCs com diálogos únicos (e cômicos) na penitenciária. Estou tão acostumado a ver NPCs com sotaque de outras nacionalidades em Dragon Quest que ver personagens falando com gírias mineiras ou paulistas coçou num lugar muito gostoso e específico da minha brasilidade.
O sistema de batalhas tem formato de Chrono Trigger, sem batalhas aleatórias, o encontro acontecendo no próprio local de exploração. O sistema de batalha vem de Super Mario RPG, em que se o botão de ação for apertado no timing certo (que é bem generoso inclusive), Kako dá mais dano ou defende o ataque dos inimigos.
Eu vi em Toada Brava o potencial de contar uma história politicamente engajante e brasileira de uma forma leve e gostosa. O sistema de batalha tem bastante potencial de complexidade. Eu mal posso esperar para ver como a equipe de artistas planeja retratar o mundo para além da penitenciária!
Confira o jogo aqui!

Na Cabeça do Bicho – Busy Boys Studio
Análise por Luã Trivellato
Ao som daquele jazz meio noir que se espera ao assistir um filme de detetive clássico, em Na Cabeça do Bicho você assume o controle de um detetive em Goiânia. Um dos charmes do jogo para mim foi o mapa com nomes de lugares reais da cidade, recheado de NPCs com personalidade e relações entre si. Como um jogo de mistério e exploração, a ideia é que você converse com as pessoas e identifique pistas para prosseguir na sua investigação.
Esse é o tipo de jogo que o sucesso é ditado principalmente pela narrativa e personagens. O que não posso dizer com base na demo, pois senti que foi mais uma amostra de conceitos do que uma narrativa completa e coesa. Por vários momentos durante a demo os próprios desenvolvedores sinalizaram que certas artes estavam com placeholder, por exemplo. Também não era incomum um NPC ter apenas uma linha de diálogo que poderia ser vista fora de ordem, entregando ao jogador informações que quebravam a ordem de acontecimentos.
A ideia do jogo está bem presente na demo: ser um investigador em Goiânia num mundo cheio de animais antropomorfizados e com personalidades distintas. Ah é, eu não escrevi essa parte antes, né? Sim, todos os personagens são animais, e o nosso detetive é um cachorro com um loop de animação muito fofinho! Na Cabeça do Bicho tem o potencial de ser um jogo muito divertido de experienciar!
Confira o jogo aqui!

Bob’s Fears – Irado Games
Análise por Luã Trivellato
A ideia do jogo é interessante: um trabalhador exaurido que se vê sem tempo para atividades mundanas. O simples ato de lavar a louça ou separar o lixo toma metade do seu dia e logo já é hora de dormir de novo. Tudo numa atmosfera escura, sombria e assustadora.
No entanto, não há muito o que criticar, pois sinto que joguei uma build. Alguns dos assets estão ali e a ideia dos minigames, de uma forma muito simples, também está ali. Mas não há diálogos e nem interação, somente o texto de “vá dormir” após algumas horas.
Bob’s Fears pode funcionar como crítica, mas para isso vai precisar ter mais conteúdo, nem que seja para nos deixar mais horrorizados e entediados.
Confira o jogo aqui!

AEROPUNX – STICK-DRIFT
Análise por Luco Borgs
Um jogo de corrida onde quebrar o sistema (e recordes) é o objetivo. O estilo visual é uma homenagem aos jogos da época de Jet Set Radio e a jogabilidade lembra bastante o estilo de F-Zero. Truques, manobras e rotas alternativas dão um frescor para as fases do jogo ao buscar qual é a maneira mais rápida de completar uma fase com um ranking mais alto.
As cores vibrantes do jogo se combinam com a trilha sonora animada e os efeitos sonoros dos saltos, acrobacias e drifts, trazendo uma explosão de adrenalina enquanto você tenta acertar aquela curva sem cair do mapa, enquanto também se preocupa em saltar nas horas certas para recarregar o turbo com as manobras, sempre buscando otimizar a velocidade do seu AeroCraft.
“AEROPUNX” parece trazer um desafio interessante em manejar controle, velocidade e pontos, com um sistema de ranking que incentiva refazer as fases descobrindo as melhores rotas e diminuindo seu tempo sempre que possível. Os controles exagerados deixam interessante encontrar o equilíbrio necessário para as curvas, e a possibilidade de cair de cabeça durante uma manobra faz você pensar duas vezes se quer pousar suavemente no chão ou se tenta fazer mais um 360 antes pra recuperar a barra de turbo inteira.
Confira o jogo aqui!

Quacolé Tennis – GRD Lab
Análise por Max Fernandes
Em Quacolé Tennis, duas duplas se enfrentam numa partida de tênis totalmente caótica! Escolha entre um grupo de personagens extremamente carismático e prove qual é a melhor raquete do grupo de amigos!
Joguei Quacolé com uma colega contra uma dupla de desconhecidos. Não sei até agora como vencemos, mas vencemos! A experiência coletiva do jogo é seu principal potencial, mas isso não significa que seja a única força. Com uma identidade visual muito única e característica, Quacolé chama muita atenção pelos seus personagens diferentes. Você pode jogar até com fantasma!
O jogo promete modos extras, incluindo boss fights com monstros e modos solo. Porém, creio eu que o principal potencial de Quacolé é como um jogo de festa. Foi realmente uma ótima experiência testar com meus colegas e eu quero colocar esse jogo na TV no meu aniversário!
Confira o jogo aqui!

E... pronto! Essa foi nossa modesta (e longa) cobertura do Festival Jogatório 2026! Em sua quarta edição, o evento organizado pela Firma Gamedev continua sendo um dos marcos mais importantes dos jogos brasileiros e uma das melhores atrações anuais do SESC!






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