Brasil Game Show 2026 | Testamos a demo de Acts of Blood


A primeira coisa que me chamou atenção para Acts of Blood no stand da Devolver na BGS 2026 foi a estética de filmes de Kung Fu do Bruce Lee ou Jackie Chan. A premissa de um homem que teve a família assassinada por um policial corrupto já carrega aquele gás que uma história de vingança precisa para uma boa porradaria sem compromisso (pro jogador, é claro).
No tempo que tive com a demo, estive focado inteiramente no combate, então tudo que sei da história ficou na premissa mesmo. Não se perdeu tempo para que a demo me jogasse em situação de briga: em poucos minutos que o protagonista adentrou uma espécie de complexo industrial semi abandonado, três inimigos prontamente vieram para a briga.
Em termos de jogabilidade, Acts of Blood é principalmente focado no combate corpo a corpo contra vários oponentes ao mesmo tempo, e a solução que os desenvolvedores utilizaram para lidar com a superioridade numérica dos combatentes foi deixar o combate focado em reatividade. Logo aprendi que a melhor forma de lidar com as situações de combate não é ser agressivo e atacar primeiro, mas sim esperar algum dos inimigos te atacar, se defender com o prompt do botão (que normalmente era o Y no controle do Xbox) e contra atacar.
Um dos pontos altos desse processo para mim é justamente a animação dos ataques. Me pareceu que os desenvolvedores estudaram alguma arte marcial para aplicar a técnica do protagonista, pois mesmo que seus inimigos ataquem de forma desconjuntada, ele elegantemente aplica defesas, desarmes e contra ataques precisos, numa animação fluida, variada e contextualmente sensíveis. Se os inimigos estão perto de uma parede, a animação leva isso em consideração e se ajusta.
No fim o processo se torna um looping de acerto mecânico e recompensa visual (e muitas vezes brutal) que se sustentou… até a metade da demo, quando comecei a sentir que não havia variedade nos inimigos, pois todos os combates começaram a ficar muito semelhantes. Mesmo que vez ou outra, como nos velhos beat em up, eu encontrasse armas como martelos ou marretas, a variação do combate não foi grande o suficiente para começar a gerar uma certa fadiga.
No fim eu estou curioso com o que o estúdio vai nos trazer, pois é um jogo bem responsivo e com potencial catártico narrativo para quem tem saudade da porradaria de um bom beat em up. Acts of Blood está em desenvolvimento e será lançado para computadores com legendas em Português do Brasil.

Esse texto foi escrito por Luã Trivellato e editado por Max Fernandes





Comentários